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Portas fechadas e clima de pânico no centro de Feira

02/02/2012 14:46

Pânico, corre-corre, muita agonia e boatos por todos os cantos da cidade. O clima de insegurança devido a greve da Polícia Militar da Bahia tomou conta das ruas de Feira de Santana na tarde desta quinta-feira (2) e fez os comerciantes fecharem as portas de todas as lojas do centro comercial da cidade.

A informação de populares é que houve arrastões e alguns chegam a afirmar que a própria Polícia é responsável por espalhar o clima de pânico entre os populares. Gean Sampaio, gerente de cinco lojas na região da Avenida Conselheiro Franco soube da existência de arrastões na rua Marechal Deodoro e não teve dúvidas quanto a fechar as portas dos estabelecimentos. “Encerrei as atividades nas cinco lojas. O clima é medo e insegurança”, comentou.

A gerente Simone Pereira presenciou o corre-corre e gritaria da população nas ruas. “Baixamos as portas. Podemos voltar amanhã, mas antes vamos ver se vale a pena”, afirmou. Entre os transeuntes, Charles de Jesus, 41, acelerava os passos. “Cada um reivindica os seus direitos. O que não pode é o comércio ficar aberto com essa insegurança”, relatou.

Via Facebook, o prefeito Tarcízio Pimenta (PDT), já solicitou providencias: “Há alguns minutos solicitei ao General Gonçalves Dias a presença do Exército nas ruas de Feira de Santana para garantir a segurança da população. Também solicitei ao Coronel Santos, comandante do 35º BI. Aguardo o retorno das solicitações.”

A ambulante Ediane Ferreira guardava as mercadorias revoltada. “A medida é a gente se esconder por causa dos bandidos. Dizem que estão fazendo arrastão”, disse. No Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), o atendimento foi suspenso. O órgão só atende quem estava com senha e as outras pessoas terão o serviço agendado. A senhora Edilza de Almeida estava esperando por um transporte para voltar a casa. “Fiquei muito assustada, é um absurdo. Não estou segura aqui dentro”, disse a mulher.

No Terminal Central de Transbordo os portões de acesso foram fechados. Os últimos ônibus saíram em direção aos bairros e retornarão as garagens. O serviço de transporte público será suspenso.A direção do Shopping Boulevard, via Twitter também anunciou providencias. “Toda a segurança do shopping foi reforçada, com monitoramento em todas as portarias.”

A Guarda Municipal registrou no final da manhã uma tentativa de assalto a um estabelecimento comercial na Avenida Sampaio. Os dois suspeitos estavam em uma moto Honda TITAN 150cc, placa NTW-7714.

Os assaltantes foram surpreendidos por um desconhecido que estava armado disparou duas vezes atingindo os homens. Um dos indivíduos, Jesser Mendes de Sena, 29, foi  socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), mas não resistiu e veio a óbito e outro fugiu mesmo baleado.  

ILEGALIDADE DA GREVE - A Justiça concedeu uma liminar, na manhã desta quinta-feira (2), ao governo do Estado que decreta a ilegalidade da greve dos policiais militares da Bahia.

Na ação, o juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Ruy Eduardo Almeida Brito, acolheu requerimento do Estado, por meio da Procuradoria Geral do Estado, no ato representado pelo procurador Marcos Sampaio, determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra - BA) suspenda o movimento grevista. A decisão deve ser cumprida de imediato, sob pena de multa de R$ 80 mil, por cada dia de paralisação.

De acordo com Fábio Brito, diretor jurídico da Aspra-BA, a entidade vai recorrer da decisão da justiça. “Entendemos que a Aspra é parte ilegível para ocupar o polo passivo de qualquer ação judicial deste sentido. O movimento não é da Aspra. A tropa que aderiu à greve é que forma as associações. Além da Aspra, a Associação dos Praças da Polícia Militar da Bahia (APPM) e a Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar (ASSPM) também aderiram à causa” contou.

(Por Hamurabi Dias)

 

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